Amor
Tal palavra se forma, e
orna no meu estomago
ulceras bolhas chamas
no âmago cheio de marcas
caem pelos sobram sarnas
Colho sete fantasmas
no olho do ser amado
Essas feridas abertas
vão fechando-se feito
pétalas.
Victor Tales.
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Um diAnálogo
Maria. Acontece certas vezes, uma verdade leva vezes para acontecer, Maria.
- Acorde. O quê? Abre os ()_() deva____gar. - A Maria. - O que tem ela? - Ela, morreu, na verdade ela se suicidou. - Hoje é sexta? - O que isso tem? - Nada só queria saber, mas ufa! Que horror isso, se matar, acabar assim. Faz um gesto de !Puf! - Pois é. - Estava tendo um sonho bom. - Você não vai ligar para mãe dela, avisar os parentes, dizer que sente muito? - Pelo sonho? - Não pela Maria. - Sim claro, estou tomando coragem. - Você pode dizer uma mentira. - Não sei, eles iriam saber a verdade depois, pode ser pior. - Verdade, você me faz um favor? - Sim claro Maria. - Diz para eles que eu os amava.
Victor Tales.
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As meninas,
Ilustração por Anibal.
As calcinhas ali no varal, choravam molhadas,
cada qual vizinhas. Mas se sentiam sozinhas e sempre
dadas. Tinham cores, todas elas; Bordo, Rosa,
Vergonha e Sem-vergonha.
A mais rosa delas, dizia;
- Tia. Adoro bonecas, são tão bonitas, magras,
sedosas. Gulosas essas pragas, beberam todo o chá as
sapecas.
Uma que já tinha pouca linha e já passado, desses
laçados de boneca. Não era mais moleca, era bordo:
- Ai que horror! Viram só vizinhas? Aquela
calcinha, de cara vermelha, ela acha que é rainha e
abelha. Desse cortiço, esse viço feminino, de trapos
pequeninos.
Pobre da Vergonha, ali tristonha, ainda sonha
malícia; Que havia, aprendido sem querer, coisa da
idade precisa saber.
- Ai vergonha, ponha seus sonhos cá. Dizia Semvergonha
com tua cor que ninguém sabe qual é, cor de
sem-vergonha.
- Tonha, não há o que sonha, cada homem sabe
que não importa cor, por sermos só pra tirar.
Victor Tales.
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Infelizmente o arquivo do blog se perdeu, se foi, dançou seu último tango argentino. Começo um novo daqui por diante, abraços!
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